Pular para o conteúdo principal

O futebol e suas barbaridades

Bah, ando meio desiludido com o futebol. Há tempos tenho esse sentimento e isso já aconteceu em relação a Fórmula 1. Antigamente levantava cedo só para ver o Ayrton Senna correr. Era o meu ídolo. Não só pela superação e pelas vitórias, mas pelo seu caráter e lisura em todas as corridas. Abria mão de artifícios duvidosos, como o Dick Vigarista (vulgo Schumacher) e ganhava as corridas pelos seus próprios méritos. Mas enfim, são outras circunstâncias.

Voltando ao futebol, é tanta barbaridade acontecendo que nem sei por onde começar. Até acho que sei, começa com as torcidas, principalmente com as que se dizem “organizadas” (organizadas para promoverem a desordem, diga-se de passagem).  O meu Grêmio foi duramente punido por conta de meia dúzia de pessoas que fizeram aquilo que ocorre em quase todos os estádios: xingamentos diversos, com cunho racistas, homofóbicos e por aí vai. A guria que está sendo o centro as atenções e bode expiatório deu o azar de ter sido filmada. Lógico que ela está errada e tem que responder por isso. Mas e o Grêmio, merece ser duramente punido por isso? Durante o julgamento tinha auditor dormindo e outro acompanhando o Facebook enquanto a defesa do Grêmio se manifestava. E isso sem contar que um dos auditores foi tão ou mais racista que a tal guria que chamou o goleiro do Santos de macaco. E é aí que quero chegar: o julgamento e a pena foram uma farsa, já estava decidido antes mesmo de começar. Pura politicagem. E assim tem sido nos últimos anos. Vai ver que sempre foi assim e só agora que as sujeiras começaram a aparecer. E esse foi apenas um dos muitos podres que mancham o futebol. É compra de juízes, jogos mal anulados, tribunais e suas manipulações…

Mas apesar disso tudo, ainda estou mais triste com os torcedores. Tenho a impressão que as pessoas estão mais ignorantes e intolerantes. Torcidas de times opostos não convivem mais tão pacificamente. Cresci assistindo GreNais com as duas torcidas divididas meio-a-meio e era tudo festa. Ao final da partida todo mundo ia embora e aceitavam as flautas numa boa. Hoje tu mal pode brincar que a pessoa já vem te xingando ou citando fatos distorcidos e generalizados. Decidi que não vou mais tocar flauta. Perdeu a graça. Se é para as pessoas ficarem nervosas, ofendidas e sair falando bobagem, o melhor a fazer é ficar quieto no meu canto. Pior que são pessoas normais, que no dia-a-dia tocam sua vida numa boa, mas que se transformam quando o assunto é futebol. Algumas foram devidamente bloqueadas e excluídas de minha rede social, tamanha foram as ofensas ao postar no meu perfil uma brincadeira inocente. Ah pára, vão se tratar.

Por essas e outras recolher-me-ei à minha insignificância e vou passar a evitar tais comentários. É triste, mas é a vida.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Aníbal - Carência (1989)

Aníbal foi um cantor que surgiu em 1989 e, aparentemente, lançou somente um disco. Foi um som que marcou minha adolescência e traz lembranças da terrinha (Ijuí/RS), dos amigos. Para quem quiser conferir, pode baixar o arquivo no 4Shared ( clique aqui ).  

Relógios exóticos

Os seres humanos começaram a contar as horas olhando para cima e definindo a posição do sol. Depois vieram as ampulhetas e os relógios de água. A identidade do criador do relógio mecânico é recheada de controvérsia. Para uns veio do Oriente, já que Carlos Magno teria ganho um mecanismo de medição de horas do califa de Bagdá. Para outros, foi um arcebispo de Verona em 800 d.C., e há quem atribua o fato para o Papa Silvestre 2º. O relógio de bolso surgiu em torno de 1.500 e credita-se a invenção do modelo de pulso a Santos Dumont e Louis Cartier (aqui também há gente que discorda do acontecimento). Seja lá quem foi o pai da sensação de estarmos atrasados, o relógio de pulso pode dizer muito da personalidade de quem usa, já que existem os modelos mais esportivos, outros mais clássicos e até mesmo os vintages. E é um campo fértil para os designers e tecnólogos, por isso selecionamos dez relógios totalmente diferenciados e com alguns a leitura de horas pode ser tão complicada quanto enten...

“... no taxi que me trouxe até aqui NINGUÉM me dava razão...”

Há pouco coloquei no Facebook o vídeo da música Piano Bar e foi inevitável lembrar os shows dos Engenheiros do Hawaii. Já fui tri fã deles, fã de carteirinha e tudo. Cara, Engenheiros era tudo na minha vida, tinha um significado enorme que não consigo traduzir em palavras. Teve um show que vi em Ijuí, tempos depois de ter ido embora da terrinha que marcou muito, não só por ver junto com alguns amigos, mas também por ter sido "visto" pelo Humberto. "Ah, grande coisa...". Pra mim foi. Mas antes de tudo um rewind se faz necessário. O Humberto idolatrava Pink Floyd e naquele show eu levei junto um encarte de um cd do Roger Waters. Cara, porque tu levou? Não sei, mas levei. E na música Piano Bar estava lá eu, na frente do palco, mostrando o encarte do cd. E o Humberto viu, deu um sorriso e apontou para mim. Tri massa.     Dias depois vi este mesmo show em Porto Alegre e o Humberto mudou a letra da música: "... no taxi que me trouxe até aqui Roger Waters me dava...