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Roger Waters em Porto Alegre

“... quando me sinto assim, volto a ter quinze anos, começando tudo de novo, vou me apanhar sorrindo...”

Sabe quando tem um evento que tu está ansioso para ir e tu até chega com 20 ou 20 minutos de antecedência? Assim foi domingo, vinha em contagem regressiva para o show do Roger Waters: o show iniciaria ás 20:00, cheguei no Beira-Rio eram 13 horas e já tinha muita gente na fila (putz deveria ter chegado antes). Sentei escorado no muro e fiquei ali ouvindo meu radinho (sintonizado na Gaúcha) e olhando as pessoas esquisitas que passavam para lá e para cá. E lá pelas tantas a fila deu uma andadinha e o estabanado ficou ali sentado, viajando nos loucos pensamentos: “tchê, tu vai ficar para trás”, disse um cidadão. Ops.

Eu já fiz dessas outras vezes. Nos jogos do São Luiz, quando estava em sua melhor campanha no Gauchão, eu ia para o estádio com horas de antecedência, para pegar o melhor lugar possível. Em outros shows eu também cheguei horas antes.

Esperar na fila nem foi tão cansativo assim, me distraí ouvindo jogo, conversando e observando os diferentes. Quando o show começou todo cansaço foi embora. Não tenho palavras para descrever o que vi, só estando lá mesmo. Nenhuma foto ou imagem poderá reproduzir tal sentimento. Foi tudo surpreendente, inclusive o discurso do Roger em português.

Depois do show foi outra história, doía tudo e o cansaço pegou. Mas quem se importa? Sei que não tenho mais idade para isso, mas faria tudo de novo, ou melhor, chegaria mais cedo ainda.

“Se eu soubesse antes o que sei agora/ Erraria tudo exatamente igual...”

 
 
 
 
 
 
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