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Postagens

Se a vingança apagasse a dor que eu senti

Dos Margaritas–Os Paralamas do Sucesso Sabe aqueles dias em que o tempo voa e tu nem percebe? E tu sai do trabalho e a correria continua: tomar um banho tcheco tcheco, uns goles de café, duas ou três mordidas no pão e ir correndo para a faculdade?! Dei um beijo na Frida e saí, com certa pressa, para não me atrasar para aula. Entrei no carro e falei para meu amigo imaginário : "cara, tô precisando ouvir uma música e dar uma relaxada". Enton coloquei um cd dos Paralamas do Sucesso - Severino. Perfeito. Fui cantarolando todas as músicas até chegar na Feevale e isso acalmou a alma e deu uma carga na bateria (60%, mas em pé!). Esse disco tem história. Foi o primeiro cd que comprei, nos idos anos 90. “Grande coisa”, alguém deve estar pensando. Mas só quem viveu aquela época sabe do que estou falando. Tá bom, vou desenhar: naquela época tocadores de cd ainda eram novidade, mal tinham chegado no Brasil e o aparelho não custava barato. Mas o tal cd estava em promoção nas lojas Amer...

A música já não toca mais como antes

Semanas atrás comprei, pela Internet, o novo cd do Humberto Gessinger – Insular . Era a pré-venda do disco, o qual viria acompanhado de um pôster e autógrafo personalizado (só que não). O tempo passou e, diferente daquele tempo, não fiquei ansioso e meio que esqueci que havia comprado. E hoje, quando cheguei para o almoço, a Frida comentou que havia uma carta registrada. Como ela já foi adiantando que não era multa, enton imaginei que fosse o tal cd. Almocei, escovei os dentes, brinquei um pouco com os gatinhos  e, só lembrei da tal carta porque fui conferir o status de um download. Não havia criado expectativas, mas meio que me decepcionei quando abri, pois o tal pôster era na verdade um cartazinho e o tal autógrafo personalizado ficou no vácuo. Mas enfim, no final das contas dei um leve suspiro e… fazer o que né? Fosse no tempo em que eu era tri fã dos Engenheiros do Hawaii o sentimento seria outro. Naquele tempo eu contava os dias para a chegada de um disco novo, a ponto de ...

Nas manhãs de domingo

Era um domingo como outro qualquer. Limpei as caixinhas de areia dos gatos, cevei o amargo da tradição, liguei a TV para assistir Pequenas Empresas & Grandes Negócios e o Globo Rural ( já falei disso, lembra? ) e, enquanto aguardava alguns downloads, fiquei espiando algumas postagem da minha linha do tempo no Facebook. Já há alguns dias que eu só espiava se tinha algum recado e nada más . Mas hoje dei uma olhada com mais calma no que os outros viventes estavam postando. E uma postagem me chamou a atenção: a criatura escreveu que estava digitando com as mão molhadas, pois estava lavando a louça. Santa ingenuidade. Ou seria santo vício? Lembrei agora de outro amigo viciado, o cara chegou ao ponto de ter duas linhas telefônicas, caso uma falhasse. Nada contra (nem a favor, muito pelo contrário), mas o que esse tal de Facebook tem de tão bom que algumas pessoas não conseguem ficar longe? Ah, mas geralmente tu está on line. Sim, baixei o aplicativo de bate-papo, caso a frida queira fala...

E agora, José?

Em uma fria manhã do final do mês de julho, estava eu comendo o sucrilhos nosso de cada dia e lendo uma matéria da Zero Hora sobre o Gre-Nal que irá ocorrer no final de semana. Abri outra página para conferir se havia seriado novo para baixar quando a temida tela azul da morte (do Windows) deu seu ar da graça. Tudo bem, como todo bom libriano, mantive a calma e pensei em voz alta: “é só reiniciar o computador, no máximo entrar em modo seguro para restaurar e a vida continua”. A Titinha , que estava enroladinha no sofá levantou as orelhas e fez um “méeeeeeuu”, como quem concordava comigo. Pressionei o botão para reiniciar e aí veio o primeiro susto:  tela preta com uma única frase no topo da tela: Operating System not found . Fudeu! Macacos me mordam, e agora José? Respirei fundo, olhei para a Titinha, que seguia dormindo e roncando (não necessariamente nesta mesma ordem) e tentei novamente. E novamente Operating System not found. Fui trabalhar pensando nas possíveis soluções e j...

O pré-conceito nosso de cada dia

“… eu vejo a vida melhor no futuro, eu vejo isso por cima de um muro de hipocrisias que insiste em nos rodear…” Ouvindo a rádio Itapema-FM, por livre e “momentânea” vontade um refrão me chamou a atenção: “… porque não há tempo que volte amor, como diz a linda canção…”. E, devido a algazarra ao redor, só conseguia identificar este refrão, repetido umas 30 vezes. Em um primeiro momento pensei “putz, o Jota Quest fodeu com a música, se estive morto, o Lulu Santos estaria se mexendo no túmulo”. E o pensamento continuou: “só pode ser música-tema de Malhação e a banda enfiou a frase do Lulu Santos na música para tocar massivamente nas rádios e se promover”. Ou seja, criei toda uma história em volta da música, baseado no que tinha escutado em meio ao “caos”. Mais tarde, ao ouvir com os ouvidos limpos, descobri que quem canta a tal música é o Nando Reis (abrindo um parênteses, a voz de taquara rachada até que é bem parecida com a do Rogério Flausino). Então, assistindo o vídeo percebi que não...

Dia do amigo

Ontem estava concentrado na minha vida de suporte quando, de repente, não mais que de repente, começa a tocar na rádio James Taylor – You’ve Got A Friend. E por alguns momentos fiquei pensando e lembrando de alguns amigos. E a lembrança se estendeu a momentos e fases deste meu andar. Conheci a música através de uma amiga distante, do tempo das cartas e dos selos (os fortes entenderão). E naquele tempo havia um hábito de trocar fitas cassete (não cara, não exista download nem cd/dvd), onde o vivente gravava músicas de seu pequeno universo e enviava, pelo correio, a um amigo. Na época, eu ouvia, basicamente, rock nacional, sabia da existência do James Taylor, mas nunca tinha escutado alguma música dele. Lembro que adorei as músicas enviadas, mas esta em especial. E todas estas lembranças me levaram a refletir um pouco sobre o tal Dia do Amigo e o significado desta palavra tão usada (e por que não dizer banalizada?) em nosso dia-a-dia. Afinal de contas, o que é um amigo? Em qual mom...

Fotografias para deixar qualquer um sem fôlego

Outro dia falei sobre fotografia e a dificuldade em se capturar algum sentimento nas fotos. Esta foto acima é a que mais me facina e me emociona. Quando vi o quadro na loja Wall Street foi amor à primeira vista. Me arrependo até hoje de não ter comprado na hora, pois era um pôster gigante. A foto, entitulada Lunch a top a Skyscraper [1932] é famosa no mundo inteiro e foi tirada por Charles C. Ebbets duante a construção do GE Building no Rockefeller Center, em 1932. São onze homens almoçando, sentados sob uma viga, pendurados a centenas de metros do chão  (69ª andar). Abaixo, os mesmos homens aparentemente estão cantando, tranquilamente, na viga.   Outras fotos que eu adorei foram da construção do Empire State Building. De acordo com a Wikipedia, o prédio de 102 andares e altura de 381 metros foi construído em 410 dias.  As fotos abaixo foram disponibilizadas pela Biblioteca Pública de Nova Iorque e mostra o incrível trabalho do fotógrafo Lewis Wickes Hine (187...

Céu de brigadeiro sobre nós

Ontem à noite, depois de olhar mais um episódio de REVENGE , comecei a me preparar para ir ao berço e fui recolher os gatos que estavam correndo na grama. E na penumbra da noite uma imagem me chamou atenção: o céu e a lua. Show de bola. Fiquei ali parado só admirando a beleza das nuvens, como se fossem flocos de algodão e a lua passando entre elas. Por um momento fiquei olhando e cantarolando mentalmente: " ... um dia me disseram que as nuvens não eram de algodão... ". Busquei a máquina fotográfica e tentei capturar o momento. As fotos até que ficaram boas, quer dizer, não tão boas, mais ou menos, mas até que gostei. Tu já reparaste que raramente a gente consegue capturar o sentimento, a sensação sentida naquele momento em uma fotografia? As fotos do céu ficaram legais, mas não refletem nem de longe o que eu senti ao olhar para o céu. Outro dia fui em um parque com várias cachoeiras e tirei fotos bem legais, mas em nenhuma foto consegui capturar a verdadeira beleza do lugar...

“Amanheceu, peguei a viola, botei na sacola e fui viajar...”

Esta semana iniciou de forma interessante. Reza a lenda que os melhores passeios são aqueles que fazemos meio que no improviso, de uma hora para outra. E assim foi a ida para a terrinha. Estávamos planejando ir para Ijuí na sexta-feira, mas a previsão do tempo anunciava chuva para aquele final de semana, enton resolvermos ir na madrugada de segunda-feira mesmo. Confesso que foi meio sinistro andar pelas ruas da cidade, uma sensação de novidade misturada com nostalgia e uma pitada de saudade. Muita coisa mudou na paisagem desde que fui embora, nos idos anos 90. Paisagem que mudou sem mudar. Sabe quando tu trocas os móveis de lugar e fica a sensação de mudança, mas no fundo nada muda? São os mesmos badulaques, mas em lugares diferentes. Esse foi meu sentimento. Inventaram algumas rótulas nas esquinas, o Brendler não é mais Brendler, a escadaria da Praça da República ganhou rampas de acesso para deficientes (boa sacada!) e a casa Jost ainda vive, assim com A Boa Compra. Fui ver pessoalm...

Antes de reclamar do excesso de multas, respeite as leis de trânsito!

Outro dia estava ouvindo a rádio Gaúcha e adorei um comentário de um jornalista. Estava em discussão o trânsito em Porto Alegre a suposta “indústria da multa”. Aí o jornalista disse que os “azuizinhos” deveriam sim continuar multando, ou melhor, deveriam multar mais. E quem reclama do excesso de multas deveria primeiro ser mais educado no trânsito e seguir as leis e, com isso, não seria multado. E completou dizendo que ele anda no trânsito e vê as barbaridades cometidas pelos motoristas. Bingo! O problema não está na suposta “indústria da multa” como alegam alguns. Lógico que equívocos acontecem e há caso de multas indevidas, mas em 99% dos casos é sim culpa do condutor. Passei seis anos fora do Rio Grande do Sul e quando voltei tive uma triste constatação: o gaúcho é um povo mal educado. Em contra partida, os catarinenses são um exemplo de educação, pelo menos em Joinville, onde residi. E antes que alguém comece a me xingar, deixa eu explicar como cheguei a essa conclusão. Cena ...

A magia da música

"Chove na tarde fria de Porto Alegre/ Trago sozinho o verde do chimarrão...". Interessante como certas músicas, aparentemente simples, nos faz viajar na letra e provocam algum tipo de sentimento. Mesmo que as percepções mudem de pessoa para pessoa, sempre tem uma melodia que mexe com os sentimentos e remete a alguma lembrança. Ou saudade. Ou sensação. Talvez nada. Ou tudo? Vai saber. Já falei sobre o EnnioMorricone em outra circunstância, mas algumas canções mexem muito comigo. Quando estou sozinho no carro, aumento o volume e fico viajando na música (um olho no gato e outro na sardinha J). Talvez seja porque me lembre da infância ou pela riqueza de detalhes e dos efeitos na música, não sei. O que eu sei é que cresci assistindo em um televisor Telefunken, preto e branco e a válvulas, Clint Eastwood dando seus tiros. Também conhecida como “caixa de abelha”, a TV era uma caixa de um tipo de aglomerado de madeira, que com o tempo ia se esfarelando, tinha três botões na ...

Pen drives criativos