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Fotografias para deixar qualquer um sem fôlego

Outro dia falei sobre fotografia e a dificuldade em se capturar algum sentimento nas fotos. Esta foto acima é a que mais me facina e me emociona. Quando vi o quadro na loja Wall Street foi amor à primeira vista. Me arrependo até hoje de não ter comprado na hora, pois era um pôster gigante. A foto, entitulada Lunch a top a Skyscraper [1932] é famosa no mundo inteiro e foi tirada por Charles C. Ebbets duante a construção do GE Building no Rockefeller Center, em 1932. São onze homens almoçando, sentados sob uma viga, pendurados a centenas de metros do chão  (69ª andar). Abaixo, os mesmos homens aparentemente estão cantando, tranquilamente, na viga.   Outras fotos que eu adorei foram da construção do Empire State Building. De acordo com a Wikipedia, o prédio de 102 andares e altura de 381 metros foi construído em 410 dias.  As fotos abaixo foram disponibilizadas pela Biblioteca Pública de Nova Iorque e mostra o incrível trabalho do fotógrafo Lewis Wickes Hine (187...

Céu de brigadeiro sobre nós

Ontem à noite, depois de olhar mais um episódio de REVENGE , comecei a me preparar para ir ao berço e fui recolher os gatos que estavam correndo na grama. E na penumbra da noite uma imagem me chamou atenção: o céu e a lua. Show de bola. Fiquei ali parado só admirando a beleza das nuvens, como se fossem flocos de algodão e a lua passando entre elas. Por um momento fiquei olhando e cantarolando mentalmente: " ... um dia me disseram que as nuvens não eram de algodão... ". Busquei a máquina fotográfica e tentei capturar o momento. As fotos até que ficaram boas, quer dizer, não tão boas, mais ou menos, mas até que gostei. Tu já reparaste que raramente a gente consegue capturar o sentimento, a sensação sentida naquele momento em uma fotografia? As fotos do céu ficaram legais, mas não refletem nem de longe o que eu senti ao olhar para o céu. Outro dia fui em um parque com várias cachoeiras e tirei fotos bem legais, mas em nenhuma foto consegui capturar a verdadeira beleza do lugar...

“Amanheceu, peguei a viola, botei na sacola e fui viajar...”

Esta semana iniciou de forma interessante. Reza a lenda que os melhores passeios são aqueles que fazemos meio que no improviso, de uma hora para outra. E assim foi a ida para a terrinha. Estávamos planejando ir para Ijuí na sexta-feira, mas a previsão do tempo anunciava chuva para aquele final de semana, enton resolvermos ir na madrugada de segunda-feira mesmo. Confesso que foi meio sinistro andar pelas ruas da cidade, uma sensação de novidade misturada com nostalgia e uma pitada de saudade. Muita coisa mudou na paisagem desde que fui embora, nos idos anos 90. Paisagem que mudou sem mudar. Sabe quando tu trocas os móveis de lugar e fica a sensação de mudança, mas no fundo nada muda? São os mesmos badulaques, mas em lugares diferentes. Esse foi meu sentimento. Inventaram algumas rótulas nas esquinas, o Brendler não é mais Brendler, a escadaria da Praça da República ganhou rampas de acesso para deficientes (boa sacada!) e a casa Jost ainda vive, assim com A Boa Compra. Fui ver pessoalm...

Antes de reclamar do excesso de multas, respeite as leis de trânsito!

Outro dia estava ouvindo a rádio Gaúcha e adorei um comentário de um jornalista. Estava em discussão o trânsito em Porto Alegre a suposta “indústria da multa”. Aí o jornalista disse que os “azuizinhos” deveriam sim continuar multando, ou melhor, deveriam multar mais. E quem reclama do excesso de multas deveria primeiro ser mais educado no trânsito e seguir as leis e, com isso, não seria multado. E completou dizendo que ele anda no trânsito e vê as barbaridades cometidas pelos motoristas. Bingo! O problema não está na suposta “indústria da multa” como alegam alguns. Lógico que equívocos acontecem e há caso de multas indevidas, mas em 99% dos casos é sim culpa do condutor. Passei seis anos fora do Rio Grande do Sul e quando voltei tive uma triste constatação: o gaúcho é um povo mal educado. Em contra partida, os catarinenses são um exemplo de educação, pelo menos em Joinville, onde residi. E antes que alguém comece a me xingar, deixa eu explicar como cheguei a essa conclusão. Cena ...

A magia da música

"Chove na tarde fria de Porto Alegre/ Trago sozinho o verde do chimarrão...". Interessante como certas músicas, aparentemente simples, nos faz viajar na letra e provocam algum tipo de sentimento. Mesmo que as percepções mudem de pessoa para pessoa, sempre tem uma melodia que mexe com os sentimentos e remete a alguma lembrança. Ou saudade. Ou sensação. Talvez nada. Ou tudo? Vai saber. Já falei sobre o EnnioMorricone em outra circunstância, mas algumas canções mexem muito comigo. Quando estou sozinho no carro, aumento o volume e fico viajando na música (um olho no gato e outro na sardinha J). Talvez seja porque me lembre da infância ou pela riqueza de detalhes e dos efeitos na música, não sei. O que eu sei é que cresci assistindo em um televisor Telefunken, preto e branco e a válvulas, Clint Eastwood dando seus tiros. Também conhecida como “caixa de abelha”, a TV era uma caixa de um tipo de aglomerado de madeira, que com o tempo ia se esfarelando, tinha três botões na ...

Pen drives criativos

Natureza humana

Reza a lenda que existe somente uma certeza sobre a natureza humana: ela muda! Na verdade tudo ao nosso redor se transforma inclusive a paisagem. Meio clichê? É, pode ser. Pior que muitas vezes a gente nem se dá conta disso e quando paramos para pensar na vida dá aquele susto: "putz, tudo mudou e ninguém me avisou?" Sacanagem... Hoje foi um desses dias. Levantei cedo, como sempre, cevei o amargo da tradição, limpei o banheiro dos gatos, li algumas notícias, conferi email, recados, postagens e bla bla bla. E numa dessas abri o Google Maps e fui dar uma bisbilhotada nas imagens de Ijuí, onde vivi minha infância. E não é que a paisagem mudou?! A casinha de madeira, velha, que outrora estava quase caindo ainda está em pé. Construíram uma areazinha na frente e já tem alguns anos que a casa virou uma borracharia. Subi mais um pouco e cheguei à barbearia Hüller. Putz cortei meu cabelo ali durante muitos anos (por onde será que anda o Lucas?). Antes que algum engraçadinho resolva f...

Da série "lembranças do Ruizão"

Quarta-feira passada (25/07) fui ao Olímpico assistir Grêmio x Fluminense. Raramente vou ao estádio, não só pelo valor do ingresso, mas também porque fica um pouco contramão para mim. Não é como ir comprar pão no mercadinho da esquina. Bom, como não consegui comprar o ingresso pela Internet, tive que ir mais cedo e comprar direto na bilheteria. Eu sabia que não iria lotar, mas melhor ir mais cedo e garantir o ingresso do que ficar do lado de fora se lamentando. E viajando nos meus loucos pensamentos, ao passar por Canoas, lembrei do Mutly e mais uma cena protagonizada por ele. Tinha uma gincana no Ruizão e cada turma deveria apresentar alguma cousa na noite artística. Valia pontos e ninguém queria fazer nada. E sei lá porque cargas d’água eu dei uma ideia e o povo gostou. Era para ser um teatrinho de um telejornal. Tinha um apresentador, que não lembro que era, um câmera (eu) e um personagem, que foi o Mutly. As “notícias” apresentadas eram as mais esdrúxulas que nossa imaginação pe...